Sua paciência.
Seu desapego material.
Seu espírito sonhador.
Sua criatividade.
Sua capacidade de manter amizades duradouras.
Sua habilidade em desmembrar um meio hostil.
Sua autocrítica.
Sua relação com seus pais.
Sua memória.
Sua vontade de evoluir.
Suas conquistas.
domingo, 15 de agosto de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Carta Aberta a Todos Vocês
Eu tenho um vício muito imbecil quando escrevo que é o de colocar título no texto antes mesmo de escrevê-lo, e geralmente quando faço isso não por acaso a narrativa fica presa, e sem muita surpresa, ruim. Isso estava acontecendo de novo, quando eu colocava o título deste post: "Me 2: The Próximo Step (Eu 2: O Next Passo)". Imagino que o pessoalzinho que entende um pouco de inglês e de lógica leu o segundo dois como two, e quem entende de gramática entendeu a brincadeira das parônimas, mas isso é completamente irrelevante haja visto esse não ser o título deste texto. No momento eu ainda não sei qual vai ser, mas o leitor já sabe, e isso é bastante intrigante do ponto de vista metafísico, uma vez que antes de mim neste ponto do texto, o leitor já sabe o título que darei a ele quando estiver concluído. Refletindo agora sobre isso, acho que esse é o caráter do meu vício, tornar a minha experiência o mais próximo possível da do leitor, uma vez que ao escrever, estou lendo minha mente, e a sequência natural dos textos é que seus títulos venham primeiro, mas escolho o contrário desta vez por motivos vários entre eles minha busca por eliminar todos os vícios em mim, e para não conceber algo condicionado a um paradigma de cabeçalho.
Ao ponto.
Esta semana, que começou domingo ontem 06/06/2010, tomei a decisão mais acertada não é a palavra, convicta também não mas quase, talvez sóbria passe perto ou muito longe, busco, busco, busco, qual seria essa palavra que descreve a alma da minha decisão... (tempo passando)... verdadeira me chamou coerente! Coerente! Coerente com tudo o que penso, sinto, sou, intuo, transmito, transpiro, vivo. A decisão mais co-e-ren-te de toda a minha vida. Tive uma conversa (quase) definitiva com meus pais a respeito do meu futuro, em que tudo que foi dito deveria mesmo ter sido dito, mas o segundo ponto destacado por mim foi colocado em xeque, e ao final da conversa eu abri mão do que realmente quero: jogar pôquer profissionalmente.
As resoluções não me agradaram mas naquele momento eu fiz que sim. A propósito em primeira mão para vocês: eu não vou ser engenheiro. Acabei de abandonar a engenharia. Demorei demais para tomar essa decisão e agora que aconteceu, parece que um caminhão carregado de pedras e aço saiu das minhas costas. Estou aliviado.
Nunca antes em toda a minha vida eu tive certeza do que eu realmente queria. Minha mãe me disse durante a conversa: mas Saulo, você não sabe o que quer da vida! Errado mãe! Agora eu sei! E vou seguir a minha intuição, infelizmente para desgosto de vocês. Eu sei que esse desgosto vai ser momentâneo, pois quando a gente faz o que gosta e é feliz, nossos pais também ficam felizes. Eles só querem o nosso bem.
O caminho que escolhi vai ser de poucas rosas e muitos espinhos. A profissão de jogador de pôquer é muito nova, e ainda esbarra em muito preconceito e desinformação.
A questão da moral: - Eu não acho certo você viver às custas da desgraça dos outros. Enquanto você ganha, outros estão perdendo.
Esse argumento é falho, uma vez que ganhar e perder faz parte da estrutura capitalista. Para alguém fazer dinheiro no mercado de ações, pessoas perdem. Ou vocês acham que dinheiro se cria do nada? Pessoas são demitidas e empresas quebram; para um industrial obter o lucro desejado com sua empresa ele tem que pagar menos do que os funcionários merecem, ou seja, está tirando dinheiro deles, esse é o conceito de mais-valia; quando você vê alguém desesperado vendendo um carro que vale pelo menos 30 mil reais por 24 mil, por acaso você diz ao vendedor: "olha, eu sei que você está desesperado, mas seu carro vale 30 mil e é isso que eu vou pagar por ele"? Não, você está se aproveitando da situação, e isso é totalmente aceitável! Você ainda colhe os louros de ter feito "um grande negócio". Você desgraçou a vida daquela pessoa, mas sai com a sensação de que a ajudou. Quer saber? É exatamente assim que eu me sinto ao ganhar uma mão quando preparo uma armadilha para o adversário: eu fiz a ele o favor de mostrar uma deficiência em seu jogo, e se ele for inteligente não irá repetir o mesmo erro. Acontece que isso tudo está tão engendrado na sociedade que ninguém mais percebe.
A questão do vício: - Você está viciado nisso, mas não consegue enxergar!
Não há como discordar do fato de que qualquer tipo de jogo pode viciar. Video-game, RPG, bocha, futebol... baralho então nem se fala! Muitas pessoas se tornam compulsivas e acabam prejudicando suas vidas e de seus familiares dispendendo energia, tempo e dinheiro além dos limites do aceitável em seus jogos. Acontece que todas as pessoas que pratiquem o pôquer, irão sofrer em algum momento essa crise de compulsividade caso se interessem profundamente pelo jogo. Eu já sofri. Mas um dos pré-requisitos para você pensar em se profissionalizar é ter superado essa fase. Por dois motivos: primeiro é saber selecionar os jogos e horários que se mostram mais lucrativos pra você, aqueles que têm os piores jogadores ou o período do dia em que você se sente melhor jogando. O outro motivo é saber identificar os dias em que você não está bem emocionalmente e parar. Compulsividade para o profissional é sinônimo de prejuízo. Ser viciado e compulsivo não é saudável, e no caso do pôquer tem poucas chances de ser lucrativo.
A questão da falência: - Mas você pode passar 10 anos ganhando e um dia perder tudo!
Esse pensamento está definitivamente ultrapassado. Todo mundo já ouviu inúmeras histórias de parentes ou conhecidos que "perderam tudo no jogo" e desgraçaram suas famílias. Não questiono a veracidade dessas histórias, isso realmente pode ter acontecido e ainda vai acontecer a muitas pessoas. Mas hoje em dia, um dos requisitos fundamentais para o sucesso do jogador de pôquer é saber administrar seu bankroll (caixa disponível para jogar) com inteligência. Por exemplo, se um jogador com um bom desempenho no nível escolhido investir sempre de 0,25 a 1% de seu bankroll em cada torneio, a chance de falência é zero! Ele pode suportar uma sequência improvável de 30 derrotas seguidas sem que isso afete sua estabilidade emocional, pois administrativamente ele está fazendo a coisa certa, e seu bankroll ainda está lá, pronto para ser investido. Quando o caixa diminui, devido à oscilação natural do jogo chamada pelos matemáticos de variância, o jogador diminui o valor médio das entradas que compra, até que a situação se estabilize novamente. E para aqueles que estudam e se dedicam, a situação tende sempre a melhorar no longo prazo. Nenhum jogador que faça sua vida no pôquer coloca tudo a perder em cinco ou seis tiros, pois se fizer irá falir.
A questão da legalidade: - Você é louco de querer viver de pôquer, ele pode ser proibido a qualquer momento!
Improvável, mas isso teremos que pagar pra ver. A cada dia que passa a comunidade do pôquer vem acumulando mais e mais vitórias. A lei a que os repudiadores do jogo se referem quando combatem a atividade é o antigo artigo 50 do Decreto-Lei no 3688 de 1941, que proíbe a prática de jogos de azar no Brasil. Segundo ele consideram-se jogos de azar: a) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte; b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas; c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva.
Mas para se ter uma idéia de como esse artigo não se aplica ao pôquer e precisa ser revisado, numa ação movida em março no Espírito Santo, contra uma agremiação de Texas Holdem (que é a modalidade mais praticada de pôquer), quando a polícia invadiu um torneio e apreendeu os materiais do clube, constrangendo os praticantes e levando os organizadores a prestar esclarecimentos, a justiça capixaba deu parecer favorável à atividade, pois ficou provado o que já é sabido pelos adeptos. Com a apresentação de estudos e livros sobre o esporte, a defesa demonstrou que o Texas Holdem é um jogo onde a habilidade do jogador prevalece sobre a sorte, uma vez que variáveis como memorização, noções probabilísticas, paciência, tática e estratégia são determinantes para uma vitória em proporções muito superiores à sorte, abrindo um precedente para futuras decisões semelhantes no Brasil. Muitas decisões desta natureza já ocorreram na maioria dos estados dos EUA. Em abril o pôker foi reconhecido pela International Mind Sports Association como esporte da mente e se juntou à esportes clássicos de confederações poderosas como o xadrez e o gamão. Na Rússia e na Ucrânia já é reconhecido oficialmente como esporte. Na Itália houve a regulamentação do pôquer online. Cabe a nós apaixonados darmos coro e sermos ativistas da regulamentação definitiva de nossa atividade. Vai ser difícil pois o preconceito, a desinformação e a ignorância reinam na sociedade e não seria diferente entre nossos legisladores. Mas história sempre nos mostrou que a razão humana, cedo ou tarde, triunfa sobre a ignorância.
Tenho um sonho e lutarei por ele. Sei também que apenas o segundo grau completo não me deixaria realizado mesmo que eu me tornasse multimilionário da noite para o dia, e por isso vou continuar estudando. Publicidade e Propaganda é uma área em que poderei dar vazão à minha criatividade e futuramente poderá ser ajustada à minha grande paixão que é o pôquer, podendo inclusive ocupar um espaço maior em minha vida do que ele. Com dedicação integral ao jogo, hoje tenho condições de me sustentar e inclusive pagar uma faculdade. 40 a 50 horas por semana é o que eu gastaria num emprego convencional – fora os translados de ônibus ou metrô – para ganhar 4 ou 5 vezes menos do que vou ganhar jogando. Me parece burrice. É claro que se o emprego for na área de publicidade, estou disposto a trabalhar até de graça, e aí tenho certeza de que meus pais não vão hesitar em me dar uma mãozinha. Caso contrário, meu emprego será grindar quatro a oito mesas, oito horas por dia, seis dias por semana, o fascinante Texas Holdem.
De agora em diante tudo que peço a Deus é que saúde nunca falte, que a sorte eu mereça e que a sabedoria em mim impere.
Ao ponto.
Esta semana, que começou domingo ontem 06/06/2010, tomei a decisão mais acertada não é a palavra, convicta também não mas quase, talvez sóbria passe perto ou muito longe, busco, busco, busco, qual seria essa palavra que descreve a alma da minha decisão... (tempo passando)... verdadeira me chamou coerente! Coerente! Coerente com tudo o que penso, sinto, sou, intuo, transmito, transpiro, vivo. A decisão mais co-e-ren-te de toda a minha vida. Tive uma conversa (quase) definitiva com meus pais a respeito do meu futuro, em que tudo que foi dito deveria mesmo ter sido dito, mas o segundo ponto destacado por mim foi colocado em xeque, e ao final da conversa eu abri mão do que realmente quero: jogar pôquer profissionalmente.
As resoluções não me agradaram mas naquele momento eu fiz que sim. A propósito em primeira mão para vocês: eu não vou ser engenheiro. Acabei de abandonar a engenharia. Demorei demais para tomar essa decisão e agora que aconteceu, parece que um caminhão carregado de pedras e aço saiu das minhas costas. Estou aliviado.
Nunca antes em toda a minha vida eu tive certeza do que eu realmente queria. Minha mãe me disse durante a conversa: mas Saulo, você não sabe o que quer da vida! Errado mãe! Agora eu sei! E vou seguir a minha intuição, infelizmente para desgosto de vocês. Eu sei que esse desgosto vai ser momentâneo, pois quando a gente faz o que gosta e é feliz, nossos pais também ficam felizes. Eles só querem o nosso bem.
O caminho que escolhi vai ser de poucas rosas e muitos espinhos. A profissão de jogador de pôquer é muito nova, e ainda esbarra em muito preconceito e desinformação.
A questão da moral: - Eu não acho certo você viver às custas da desgraça dos outros. Enquanto você ganha, outros estão perdendo.
Esse argumento é falho, uma vez que ganhar e perder faz parte da estrutura capitalista. Para alguém fazer dinheiro no mercado de ações, pessoas perdem. Ou vocês acham que dinheiro se cria do nada? Pessoas são demitidas e empresas quebram; para um industrial obter o lucro desejado com sua empresa ele tem que pagar menos do que os funcionários merecem, ou seja, está tirando dinheiro deles, esse é o conceito de mais-valia; quando você vê alguém desesperado vendendo um carro que vale pelo menos 30 mil reais por 24 mil, por acaso você diz ao vendedor: "olha, eu sei que você está desesperado, mas seu carro vale 30 mil e é isso que eu vou pagar por ele"? Não, você está se aproveitando da situação, e isso é totalmente aceitável! Você ainda colhe os louros de ter feito "um grande negócio". Você desgraçou a vida daquela pessoa, mas sai com a sensação de que a ajudou. Quer saber? É exatamente assim que eu me sinto ao ganhar uma mão quando preparo uma armadilha para o adversário: eu fiz a ele o favor de mostrar uma deficiência em seu jogo, e se ele for inteligente não irá repetir o mesmo erro. Acontece que isso tudo está tão engendrado na sociedade que ninguém mais percebe.
A questão do vício: - Você está viciado nisso, mas não consegue enxergar!
Não há como discordar do fato de que qualquer tipo de jogo pode viciar. Video-game, RPG, bocha, futebol... baralho então nem se fala! Muitas pessoas se tornam compulsivas e acabam prejudicando suas vidas e de seus familiares dispendendo energia, tempo e dinheiro além dos limites do aceitável em seus jogos. Acontece que todas as pessoas que pratiquem o pôquer, irão sofrer em algum momento essa crise de compulsividade caso se interessem profundamente pelo jogo. Eu já sofri. Mas um dos pré-requisitos para você pensar em se profissionalizar é ter superado essa fase. Por dois motivos: primeiro é saber selecionar os jogos e horários que se mostram mais lucrativos pra você, aqueles que têm os piores jogadores ou o período do dia em que você se sente melhor jogando. O outro motivo é saber identificar os dias em que você não está bem emocionalmente e parar. Compulsividade para o profissional é sinônimo de prejuízo. Ser viciado e compulsivo não é saudável, e no caso do pôquer tem poucas chances de ser lucrativo.
A questão da falência: - Mas você pode passar 10 anos ganhando e um dia perder tudo!
Esse pensamento está definitivamente ultrapassado. Todo mundo já ouviu inúmeras histórias de parentes ou conhecidos que "perderam tudo no jogo" e desgraçaram suas famílias. Não questiono a veracidade dessas histórias, isso realmente pode ter acontecido e ainda vai acontecer a muitas pessoas. Mas hoje em dia, um dos requisitos fundamentais para o sucesso do jogador de pôquer é saber administrar seu bankroll (caixa disponível para jogar) com inteligência. Por exemplo, se um jogador com um bom desempenho no nível escolhido investir sempre de 0,25 a 1% de seu bankroll em cada torneio, a chance de falência é zero! Ele pode suportar uma sequência improvável de 30 derrotas seguidas sem que isso afete sua estabilidade emocional, pois administrativamente ele está fazendo a coisa certa, e seu bankroll ainda está lá, pronto para ser investido. Quando o caixa diminui, devido à oscilação natural do jogo chamada pelos matemáticos de variância, o jogador diminui o valor médio das entradas que compra, até que a situação se estabilize novamente. E para aqueles que estudam e se dedicam, a situação tende sempre a melhorar no longo prazo. Nenhum jogador que faça sua vida no pôquer coloca tudo a perder em cinco ou seis tiros, pois se fizer irá falir.
A questão da legalidade: - Você é louco de querer viver de pôquer, ele pode ser proibido a qualquer momento!
Improvável, mas isso teremos que pagar pra ver. A cada dia que passa a comunidade do pôquer vem acumulando mais e mais vitórias. A lei a que os repudiadores do jogo se referem quando combatem a atividade é o antigo artigo 50 do Decreto-Lei no 3688 de 1941, que proíbe a prática de jogos de azar no Brasil. Segundo ele consideram-se jogos de azar: a) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte; b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas; c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva.
Mas para se ter uma idéia de como esse artigo não se aplica ao pôquer e precisa ser revisado, numa ação movida em março no Espírito Santo, contra uma agremiação de Texas Holdem (que é a modalidade mais praticada de pôquer), quando a polícia invadiu um torneio e apreendeu os materiais do clube, constrangendo os praticantes e levando os organizadores a prestar esclarecimentos, a justiça capixaba deu parecer favorável à atividade, pois ficou provado o que já é sabido pelos adeptos. Com a apresentação de estudos e livros sobre o esporte, a defesa demonstrou que o Texas Holdem é um jogo onde a habilidade do jogador prevalece sobre a sorte, uma vez que variáveis como memorização, noções probabilísticas, paciência, tática e estratégia são determinantes para uma vitória em proporções muito superiores à sorte, abrindo um precedente para futuras decisões semelhantes no Brasil. Muitas decisões desta natureza já ocorreram na maioria dos estados dos EUA. Em abril o pôker foi reconhecido pela International Mind Sports Association como esporte da mente e se juntou à esportes clássicos de confederações poderosas como o xadrez e o gamão. Na Rússia e na Ucrânia já é reconhecido oficialmente como esporte. Na Itália houve a regulamentação do pôquer online. Cabe a nós apaixonados darmos coro e sermos ativistas da regulamentação definitiva de nossa atividade. Vai ser difícil pois o preconceito, a desinformação e a ignorância reinam na sociedade e não seria diferente entre nossos legisladores. Mas história sempre nos mostrou que a razão humana, cedo ou tarde, triunfa sobre a ignorância.
Tenho um sonho e lutarei por ele. Sei também que apenas o segundo grau completo não me deixaria realizado mesmo que eu me tornasse multimilionário da noite para o dia, e por isso vou continuar estudando. Publicidade e Propaganda é uma área em que poderei dar vazão à minha criatividade e futuramente poderá ser ajustada à minha grande paixão que é o pôquer, podendo inclusive ocupar um espaço maior em minha vida do que ele. Com dedicação integral ao jogo, hoje tenho condições de me sustentar e inclusive pagar uma faculdade. 40 a 50 horas por semana é o que eu gastaria num emprego convencional – fora os translados de ônibus ou metrô – para ganhar 4 ou 5 vezes menos do que vou ganhar jogando. Me parece burrice. É claro que se o emprego for na área de publicidade, estou disposto a trabalhar até de graça, e aí tenho certeza de que meus pais não vão hesitar em me dar uma mãozinha. Caso contrário, meu emprego será grindar quatro a oito mesas, oito horas por dia, seis dias por semana, o fascinante Texas Holdem.
De agora em diante tudo que peço a Deus é que saúde nunca falte, que a sorte eu mereça e que a sabedoria em mim impere.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
10 Coisas Que Eu Odeio em Você, Saulo Mazarin
Seu cabelo sem shampoo anti-caspa.
Sua vontade de peidar sempre nas piores ocasiões.
O jeito como você maltrata o seu rosto quando tem espinhas.
O tanto que você gosta de dormir.
Sua visão de mundo de outro mundo.
Sua arrogância.
O modo como você se convence a nunca terminar o que começa.
Seu medo de relacionamentos duradouros.
A falta de cuidado com a sua saúde.
Sua capacidade de conseguir fazer de tudo, mas meia-boca.
Sua vontade de peidar sempre nas piores ocasiões.
O jeito como você maltrata o seu rosto quando tem espinhas.
O tanto que você gosta de dormir.
Sua visão de mundo de outro mundo.
Sua arrogância.
O modo como você se convence a nunca terminar o que começa.
Seu medo de relacionamentos duradouros.
A falta de cuidado com a sua saúde.
Sua capacidade de conseguir fazer de tudo, mas meia-boca.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Eu não Sei
Eu parei pra pensar naquele dia em que te vi, mas não te via de verdade. Pra ser sincero, acho que nunca mais te vi de verdade nem veria, pois você não é mais você. Dizem que depois de 5 anos já não somos a mesma pessoa, no comportamento, nos paradigmas, no próprio corpo físico. Ouvi dizer que só os ossos não se renovam inteiramente. Todo o resto é trocado, pele, pêlos, água, carne, tudo. Tudo é trocado depois de 3 ou 4 anos. Você não é mais você.
Mas como vai ser quando eu te ver? Como vou conseguir acreditar nisso? A verdade é que eu ainda acho que sou eu, e tenho certeza que você ainda acha que é você, mas isso tudo é uma grande ilusão. Será mesmo que a gente escolheu? Eu não consigo ter tanta certeza de que escolhi coisa alguma! Que merda!
Mas tudo bem, porque se você está aqui lendo o que escrevi pra ti, alguma coisa não mudou. E como é que eu vou saber o quê não mudou? Não me pergunte, como é que eu vou saber? Me diga você, como é que eu vou saber?
Mas como vai ser quando eu te ver? Como vou conseguir acreditar nisso? A verdade é que eu ainda acho que sou eu, e tenho certeza que você ainda acha que é você, mas isso tudo é uma grande ilusão. Será mesmo que a gente escolheu? Eu não consigo ter tanta certeza de que escolhi coisa alguma! Que merda!
Mas tudo bem, porque se você está aqui lendo o que escrevi pra ti, alguma coisa não mudou. E como é que eu vou saber o quê não mudou? Não me pergunte, como é que eu vou saber? Me diga você, como é que eu vou saber?
quinta-feira, 6 de maio de 2010
I need to tell her...
But I wonder if she's ready...
I wonder if she knows what is happening here, what she did to me, without doing a thing!
The last time I saw her we were at that coffee shop pub, and I had the feeling that she could read my inmost thoughts. Radiant as she was, is likely to be her most common mood. I knew her before, but I had never really looked to her the way we need to look to the graces until that day. How could I?
Ten, twenty, thirty words at the most, and now my eyes are praying to see that frail flash of light again. Im tired of trying, maybe this would be my last chance. If I have a chance.
Do I?
I wonder if she knows what is happening here, what she did to me, without doing a thing!
The last time I saw her we were at that coffee shop pub, and I had the feeling that she could read my inmost thoughts. Radiant as she was, is likely to be her most common mood. I knew her before, but I had never really looked to her the way we need to look to the graces until that day. How could I?
Ten, twenty, thirty words at the most, and now my eyes are praying to see that frail flash of light again. Im tired of trying, maybe this would be my last chance. If I have a chance.
Do I?
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Texastualizando I
A mesa é o suporte do pano.
O pano é o tobogã do baralho.
O baralho é o pretexto da ficha.
E a ficha é sem valor monetário.
O dinheiro é a motivação chata.
Mas chatisse é nunca vencer nada.
O amigo é o inimigo mais justo.
O inimigo é o amigo mais falso.
A mentira é a virtude contrária.
E a certeza sempre imaginária.
A memória é o atalho pro move.
Mas movimento é um sentimento profundo.
O vilão é o inimigo mais tosco.
O herói é sempre o cara do jogo.
O jogo bem jogado é o eterno.
E o infinito para ele é sucesso.
O sucesso não depende da sorte.
Mas sem sorte não há graça no esporte.
O pano é o tobogã do baralho.
O baralho é o pretexto da ficha.
E a ficha é sem valor monetário.
O dinheiro é a motivação chata.
Mas chatisse é nunca vencer nada.
O amigo é o inimigo mais justo.
O inimigo é o amigo mais falso.
A mentira é a virtude contrária.
E a certeza sempre imaginária.
A memória é o atalho pro move.
Mas movimento é um sentimento profundo.
O vilão é o inimigo mais tosco.
O herói é sempre o cara do jogo.
O jogo bem jogado é o eterno.
E o infinito para ele é sucesso.
O sucesso não depende da sorte.
Mas sem sorte não há graça no esporte.
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